Codigo 46

Capa do Filme

Capa do Filme

NOTA: DESCULPE pelo portugues horrivel, estou no trabalho, e infelizmente esse computador nao pega nenhuma pontuacao.

O post de hoje tratara basicamente de formas de resistencia. e bem fica tambem a indicacao do filme codigo 46, o filme retrata bem uma sociedade futura, e um filme do genero distopico. O filme trata com bastante substancia a questao do controle genetico. infelizmente e um filme um edipiniano, mas de qualquer forma interessante.

Ando meio que sem ter o que escrever, como diria o proprio Deleuze trata-se de um buraco, que eu gosto de chamar de negro (pois para mim trata-se de absorver as coisas durante esse tempo, para alguns isso seria um “vazio”.

De qualquer forma venho buscando ” inspiracoes” , mas as coisas nao estao vindo, entao ouraiti, vamos ao velho: na vida nada se cria tudo se da um ctrl + c e depois ctrl + v. Por isso hoje vou postar uma materia que encontrei no site www.rizoma.net, site que a muito tempo eu nao visitava, mas que tem materia muito interessantes, quem quiser dar uma conferida, sinta-se a la vonteee.

Mas de qualquer forma, vou fazer uma breve introducao a materia, na verdade vou mesmo e dizer o que me chamou a atencao nela. A questao da vigilancia sempre me chamou a atencao, principalmente a eletronica, isso e facil de perceber, pois todo esse blog trata disso. Mas a pouco tempo venho “conversando” com Celso, e com outros autores, a procura de uma certa resistencia a esse modele de vigilancia. E claro que eu sempre disse que as resistencias devem ser criativas, e de um certo ponto a materia mostra uma resistencia muito criativa, pois ultiliza os meio de “represao”, “controle”, “propaganda” e “vigilancia” contra os proprios opressores.

A pouco tempo atras eu estava a escrever um roteiro de filme, algo que nunca deve se concretizar, o roteiro nao se realizara por minha inconpetencia, ou minha desorganizacao, talvez por eu querer colocar ideias de mais no papel. Por outro lado nao se realizaria pois ninguem iria patrocinar, e a historia pode ser um pouco confussa, alem do mais existem 2 problemas, um e que eu precisaria de uma sala altamente tecnologica, com muitos Leds, monitores de LCD, ou melhor ainda televisoes “virtuais” (aquelas meio transparentes que de uma certa forma ainda e capaz de se ver o fundo, uma especie de projetor. veja as duas figuras abaixo.) e outras tecnologias que eu nao gostaria de citar aqui, mas isso necessitaria de um grande empreendimento, se nao material, virtual, para que esse mundo fosse criado atraves de computadores.

a televisao aparece no vidro da janela, e novamente pode perder a opacidade e virar vidro.

a televisao aparece no vidro da janela, e novamente pode perder a opacidade e virar vidro.

a televisao simplesmente se projeta no ar.

a televisao simplesmente se projeta no ar.

O segundo problema e que grande parte do meu filme seria bem enjoado, e com pouca acao. veja bem, o filme teria a maior parte das cenas filmadas por cameras de seguranca, bem eu teria poutra dor de cabeca, pois teria que pedir a prefeitura para ultilizar cenas de locais publicos vigiados, e teria que pedir permissao a varios locais particulares, como : shoppings, condominios e etc…

Deixarei o “projeto” cinematografico para mais tarde, talvez algum dia, eu venha a postar ele aqui. Do jeito que a minha criatividade anda, vou ter que queimar essa carta.

Mas bem, o que eu proponho nesse “roteiro” e o que e proposto nesse artigo e utilizar as armas de um aparelho da sociedade de controle contra ela mesmo. e usar a arma contra o proprio inimigo. por um lado isso me parece muito com o que o Estado faz, ou o que os “sedentarios” fazem, ocupam as criacoes. Por outro lado me parece , me parece muito criativo criar uma programacao, um teatro ou uma novela com essas camera de seguranca.

Ai vai o artigo:

PROGRAMAÇÃO DE GUERRILHA PARA EQUIPAMENTOS DE VIGILÂNCIA POR VÍDEO
Surveillance Camera Players(1)



Hoje já deveria ser de conhecimento comum que a câmera é primariamente um instrumento de controle social. A câmera tal como usada na propaganda apresenta para o público os bens e estilos de vida que são tidos como desejáveis. A câmera tal como usada no cinema e na TV, portanto, instrui o público sobre como viver sua vida de uma maneira adequada de forma que se possa adquirir estes bens e estilos de vida (seja por meios legais ou ilegais).

Assim, por sua vez, a câmera tal como usada em sistemas de vigilância monitora as ações deste público para assegurar que, se eles reagem à mercadoria de qualquer maneira subversiva (roubo em lojas, furto no trabalho, sabotagem, vandalismo), o “criminoso” pode ser detectado e ele/a passa a ser um produto para a indústria do controle do crime. Além disso, a presença detectável da câmera no local de trabalho, em lojas, escolas, parques das cidades, esquinas de ruas, mesmo lanchonetes, serve para lembrar ao indivíduo que ele é um cidadão de uma sociedade vigiada.

É importante que se recorde a relação entre o olho da mídia e aquele do estado policial corporativo – pois ambos são guardiões da mercadoria, não importando quão vaga e efêmera essa mercadoria venha a ser. Como uma tática projetada para apontar o paradoxo de um sistema que vira as lentes para um público que tem sido ensinado a dar mais importância a imagens gravadas por câmeras que imagens vistas por seus próprios olhos, nós propomos uma Programação de Guerrilha para Equipamentos de Vigilância por Vídeo.

O conceito básico da programação de guerrilha é simples: um grupo de indivíduos cria um enredo e o encenam usando câmeras de vigilância como se elas fossem as suas próprias, como se eles estivessem produzindo seu próprio programa, e como se a platéia consistisse no pessoal da segurança, polícia, diretores de colégios, moradores da classe rica de bairros com alta segurança, e os próprios produtores e vendedores dos sistemas de segurança. O grupo de programação de guerrilha pode pegar qualquer câmera que eles achem conveniente e chamativa, tendo em mente, é claro, que algumas câmeras são monitoradas ao vivo, enquanto outras gravam a fita que provavelmente será vista somente no caso de algum crime acontecer durante as horas de sua operação. Por esta razão, ações de guerrilha em máquinas de bancos 24 horas não são muito produtivas. O grupo pode escolher imitar as estruturas tradicionais do teatro, cinema, do seriado de TV (sitcom) ou do documentário , ou apenas improvisar e soltar a imaginação. Um grupo poderia escolher um espaço de tempo regular, por exemplo noites das quinta às 08:30, para realizar seu programa, ou, ao invés disso, escolher apresentar uma grande produção de gala de 5 horas.

Não apenas a garantia de tempo de câmera livre e platéias atentas oferecem aos programadores de guerrilha a oportunidade de assinalar aos guardiões do espetáculo que eles estão sendo estudados, mas, também, a comunidade reunida para produzir as ações pode usar a oportunidade para investigar fenômenos sociais e históricos pertinentes. Como críticas do espetáculo, ações de programação de guerrilha sempre deveriam ser, à maneira própria de cada grupo, uma investigação e um desmascaramento. Por exemplo, um grupo de guerrilhas de vigilância, se encontrando semanalmente para produzir uma ação, pode escolher investigar a estrutura da ficção narrativa ou documentários ideologicamente imbuídos para estudar criticamente a estrutura destas formas, e a influência que elas tiveram nas interações sociais dos participantes, com o fim de se livrarem do controle do espetáculo. Ou, em vez disso, um grupo pode escolher estudar momentos da história que têm sido intencionalmente omitidos (digamos, por exemplo, a perseguição aos Doukhobors[2] na Colômbia Britânica ou a estória da Bonzo Dog Band [3]), ou eventos que, infelizmente, nunca vieram a acontecer (“A Trágica Morte de David Geffen [4], 12 Anos, num Acidente de Pescaria nos idos de 1952”).


No entanto, como guerrilhas, devemos deixar claro que não aceitamos a câmera. A vigilância não é passiva e não é nossa amiga. Não devemos nos enganar quanto às possibilidades subversivas oferecidas pela abundância de equipamentos destinados a cercear, monitorar e controlar nossos desejos, vendo-os como um novo e perfeito instrumento oferecido para nós pelo espetáculo. Não precisamos deste lixo para nos divertirmos, não mais do que precisamos da TV, mas se o inimigo vai abarrotar nossa paisagem com olhos atentos, deveríamos olhar para esses olhos e deixa-los saberem quão idiotas nós pensamos que eles são. A programação de guerrilha é a produção de uma ação, não o consumo de um produto. Pode ser que a câmera de vigilância consiga nos dar um ponto de foco na rua (ou no shopping, ou no café, ou no banheiro) no qual se utilize os poucos aspectos salváveis da arte da performance ou “happenings” sem o elitismo e confiança na mídia inerentes a tais canastrices.

A sociedade da vigilância, que é uma realidade iminente, deve ser criticada e atacada ao mesmo tempo. A programação de guerrilha é direta: é um simultâneo desmascaramento do sistema opressivo e subversão desse sistema para informar os opressores (e qualquer pessoa que esteja nos assistindo) de sua própria idiotice e cumplicidade. Assim como teoria e prática devem ocorrer simultaneamente, o mesmo vale para a crítica e a subversão. Programação de guerrilha é pra já!

Notas

1. SCP, também conhecidos no Brasil como Performáticos da Câmera de Vigilância (Nota do Tradutor).

2. Os Doukhobors são um grupo de dissidentes religiosos de origem russa que emigraram para o Canadá em 1899. Defensores do pacifismo e do não-alinhamento com o militarismo, o que consideram parte essencial da prática cristã, dispensam igualmente a necessidade de padres, cerimônias religiosas, símbolos espirituais ou templos para adoração, muitas vezes vivendo em vida comunal. No Canadá, uma séries de dificuldades com autoridades canadenses deixaram os Doukhobors duas vezes sem a terra que a duras penas cultivaram: uma vez em Saskatchewan, e outra na região de Kootenay na Colômbia Britânica (N. do Trad.).

3. The Bonzo Dog Doo-Dah Band foi uma das mais importantes bandas de rock dos anos sessenta na Inglaterra. Quase totalmente desconhecida, chegou a trocar influências com os Beatles, com sua mistura peculiar de rock psicodélico, canções bem-humoradas, robôs explodindo e vaudeville. A banda se formou entre 1962 e 1965, tendo alcançado grande sucesso entre 67 e 69. O nome foi inspirado nos famosos postais de George Studdy sobre o cãozinho de estimação Bonzo Dog e no movimento dadaísta. Embora nunca tendo alcançado o sucesso e fama dos Beatles, The Who ou o reconhecimento crítico do Captain Beefheart, a banda, desfeita em 1970, até hoje tem toda uma legião de fãs descolados que fazem dela um verdadeiro culto (N. do Trad.).

4. David Geffen é um dos mais bem sucedidos magnatas do entretenimento na história. É o fundador dos selos Asylum e Geffen, tendo trabalhado com artistas como John Lennon, The Eagles e Guns N´ Roses. Também produziu o famoso musical Cats e filmes como Entrevista com o Vampiro. Entre seus protegidos no show-business, podem-se contar Cher, Courtney Love, o extinto Nirvana, Tom Cruise, Joni Mitchell e Neil Young (N. do Trad.).

Tradução de Ricardo Rosas
Fonte: Surveillance Camera Players (www.notbored.org/the-scp.html).

~ por Murilo Esteves Juniorr em 15 15UTC janeiro 15UTC 2009.

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